Saber como escolher o melhor material didático certamente é uma questão que pode vir à tona quando você busca crescimento e sucesso para a sua escola. A exigência de pais, alunos e da própria sociedade moderna com suas constantes mudanças, sobretudo devido ao ambiente digital, demandam que diretores de escolas estejam atentos para encontrar a melhor forma de educar os estudantes, desenvolvendo um sistema de ensino transformador e eficaz.

Ter domínio sobre os principais tipos de materiais didáticos disponíveis faz toda a diferença para quem quer ver a sua escola prosperar. Por isso, continue a leitura para entender mais sobre o assunto!

Os tipos de material didático

Tradicionalmente, o uso do livro didático predominou na educação brasileira por muitas décadas. Seu caráter abstrato e conteudista, — o qual fazia com que o professor precisasse contextualizar as informações presentes no livro para os alunos —, foi a base de formação de muitos estudantes no país por diversas gerações.

Ainda hoje, existem muitos educadores e especialistas que defendem o uso do livro e o papel central do professor na coordenação do conteúdo ensinado ao estudante. Justamente pelo seu caráter mais abstrato e menos direcionado que um sistema estruturado de ensino, por exemplo, é que alguns defendem a ideia de que pode ser mais transformador que os modelos contemporâneos de aprendizado.

Do outro lado, temos escolas cada vez mais modernizadas e com uma estrutura pedagógica altamente organizada, a fim de gerar um ambiente escolar mais motivador. O ensino privado tem investido bastante no sistema estruturado como resposta à obsolescência do livro didático em relação ao contexto atual, no qual os estudantes estão a todo tempo conectados em tablets, celulares e demais dispositivos, acessando diversas informações ininterruptamente.

O livro didático

O livro didático apresenta limitações se considerarmos o contexto contemporâneo e a forma como os alunos lidam com o tempo. A necessidade de ter que fazer anotações enquanto o professor dá uma explicação no quadro e a maneira desestruturada como o ensino ocorre, — geralmente, os livros se dividem por assuntos organizados de forma não linear —, exigem que o professor tenha um grande domínio sobre o material para não se perder em relação ao projeto pedagógico da escola.

Como também sabemos que o ritmo de vida do docente é atribulado, isso pode criar uma situação na qual não se tem muito controle sobre o que está sendo ensinado. Com isso, até mesmo o modelo de ensino passa a ser levado no improviso.

Por essas razões, o sistema estruturado começou a ganhar força no Brasil a fim de organizar ou, até mesmo, tonificar os pontos fracos da educação nacional. Nesse contexto, o Eleva tem se ocupado em estar à frente desse processo. É disso que vamos falar a seguir.

O sistema estruturado

O sistema estruturado funciona por meio de livros didáticos com enfoque em um material contextualizado com a realidade do aluno, trazendo aplicações práticas ao que está sendo passado dentro de sala de aula.

Além do mais, dependendo do serviço contratado, professores e alunos podem contar com uma plataforma de ensino que dispõe de todo o conteúdo, aplicando testes e exercícios variados que acompanham o livro.

É de praxe também contar com o treinamento especializado dos professores que trabalham no sistema estruturado, a fim de preparar os docentes para entenderem como lidar com o material, bem como prestar assistências aos educandos.

No Eleva, por exemplo, esse caráter do suporte é tão importante que é utilizada uma plataforma de ensino adaptativa para acompanhar o desenvolvimento de cada aluno e buscar oferecer um atendimento personalizado a ele.

A Diretora Pedagógica do Eleva, Carolina Pavanelli, explica melhor como isso funciona: “é uma plataforma inteligente, que propõe listas de exercícios e, conforme o aluno vai fazendo, ela vai entendendo quais são as dificuldades dele e como ele tem de avançado em relação à matéria. E a partir daí, ela vai moldando listas de exercícios de acordo com cada pessoa, por isso que ela é adaptativa”.

Esse trabalho individual reflete também no grupo, já que o monitoramento do desenvolvimento de cada um revela também um panorama maior de como anda a turma, qual seu perfil e o que pode ser feito para se aprimorar cada vez mais. É certo que a tecnologia pode fazer uma grande diferença no ensino.

A tecnologia como diferencial no ensino

Ainda que muitos educadores e especialistas possam se opor ao uso da tecnologia no desenvolvimento educacional, é fato que a ferramenta se torna um elemento indispensável quando lidamos com as novas gerações.

A grande sabedoria hoje é usar isso ao próprio favor e promover um ambiente de ensino que permita e incentive os alunos a usarem seus tablets, celulares e computadores para desempenharem tarefas relativas ao projeto pedagógico da escola, sempre por meio de uma plataforma de ensino.

O sistema estruturado faz isso por meio dos seguintes passos:

  • a partir do 2º ciclo da Educação Fundamental, os alunos recebem QR codes nos livros para acessarem conteúdos exclusivos na plataforma;
  • o conteúdo tem orientação prática e são contextualizados com a contemporaneidade;
  • os diversos conteúdos complementares existentes no meio virtual orientam para uma aplicação prática, unindo a tecnologia à educação.

Escolas de ponta têm investido nessa possibilidade, garantindo maior organização no planejamento das aulas, cumprimento do cronograma, atenção ao projeto pedagógico, otimização do tempo e satisfação de pais e alunos. Esses já são motivos mais que suficientes para se considerar a alternativa como um possível modelo para a sua escola.

A escolha do material didático mais adequado

Escolher o material didático envolve muitas questões, que passam até pela filosofia de ensino e o modelo praticado por sua escola. Ainda que a opinião de especialistas possam se dividir sobre esse assunto, você precisa pensar no que é mais efetivo para o seu ambiente escolar.

Aqui no Eleva, por exemplo, nós investimos em conhecer a realidade de países de ponta na educação, como a Finlândia. Inclusive, recentemente levamos alguns de nossos melhores profissionais para vivenciarem uma formação no país.

Quem afirma isso é a educadora Carolina Pavanelli, que lembra como essa experiência fez uma grande diferença no know-how dos colaboradores e do Eleva em si, que tem investido de forma consistente no desenvolvimento de um material inovador.

Com isso, garantimos tanto o desenvolvimento do aspecto social e filosófico do ensino quanto questões mais práticas, como atender às necessidades dos alunos em obter aprovações no Enem e vestibulares.

Por meio de estudos estatísticos, conseguimos levantar em nosso material didático quais os tipos de questões mais caem e também as que menos aparecem nesses exames. Com isso, foi possível produzir um material de excelência para quem adota nosso sistema.

As características de um bom material didático

Para que o professor possa fazer uma seleção de material didático inteligente, é preciso estar atento a uma série de detalhes. Mesmo que essa tarefa seja feita com certa regularidade, ela não é tão simples assim — até porque é fundamental que o conteúdo esteja alinhado tanto com o planejamento docente quanto com a expectativa dos pais e alunos.

Diante de tantas alternativas, muitas vezes fica difícil escolher entre uma que, de fato, fará diferença na forma como os estudantes assimilam o conhecimento. O ideal é que o recurso torne a aprendizagem mais sólida, garantindo a retenção e o aprimoramento dos conteúdos.

Ou seja, optar entre as diversas opções de materiais pedagógicos é um desafio e tanto, ainda mais quando é necessário atender a todos os componentes curriculares obrigatórios. Para ajudar você a fazer a escolha certa, separamos, a seguir, alguns pontos que precisam ser considerados.

Autores responsáveis

É interessante procurar conhecer os autores do material didático, entendendo quais são as técnicas e metodologias empregadas para repassar as informações. Assim, é preciso fazer uma análise crítica dos currículos e das experiências pedagógicas dos autores, compreendendo se apresentam propostas inovadoras para a educação.

Isso porque é fundamental que o educador esteja alinhado com as ideias propostas pelo material didático, até mesmo para amenizar as dificuldades e necessidades dos alunos. Averiguando os pontos de maior relevância, tente elencar alguns critérios de seleção para escolher os livros que serão utilizados em sala de aula.

Atualidade do conteúdo

Outro ponto de suma importância é optar pelo material que mais se encaixa na proposta pedagógica da escola. Para isso, é interessante que o conteúdo esteja devidamente atualizado e conte com recursos que otimizem o trabalho do docente. Por exemplo, utilizando-se de coleções com uma sequência lógica de aprendizado, as obras podem tornar a progressão do aprendizado mais fluida e atrativa.

Vale destacar, também, que muitos instrumentos didáticos oferecem um material de apoio aos educadores, auxiliando diretamente em sua atuação. Assim, o ideal é que as obras apresentem propostas de atividades interdisciplinares e textos que exemplifiquem os conteúdos de forma mais aprofundada.

Facilidade na compreensão

É muito importante que o livro tenha uma linguagem acessível e clara para facilitar a compreensão dos alunos e, também, para motivá-los a estudar. Antes de escolher pelo material, perceba se os termos, conceitos e frases são compatíveis com o vocabulário e com a proposta pedagógica, e, ainda, se estão alinhados com cada etapa de aprendizagem.

O recomendado é que a didática seja apropriada para a idade e o perfil dos estudantes, sempre com o intuito de melhorar a experiência em sala de aula. Certas obras disponibilizam outros recursos para aprimorar o processo, como pequenos questionários para testar se o que foi lido foi corretamente assimilado.

Metodologia utilizada

A metodologia utilizada no material didático deve estar de acordo com o perfil da instituição escolar, até porque isso assegura que a proposta esteja alinhada ao Projeto Político Pedagógico, bem como à identidade, missão e valores do ambiente de ensino. Verificando qual é a concepção que se pretende transmitir, é possível analisar se ela é adaptável para a realidade da escola e, também, para o nível da turma.

De qualquer maneira, a metodologia utilizada pode sempre variar de um segmento de ensino para o outro, por exemplo, em relação à quantidade de exercícios. Para preencher a lacuna, é importante propor uma discussão com outros professores para entender quais são os principais pontos de divergência e opiniões, contribuindo para uma escolha mais inteligente.

Valorização da autonomia do aluno

As informações presentes no material didático devem permitir a aplicação do conhecimento a situações práticas e cotidianas, principalmente as que dizem respeito à realidade da turma. Por isso mesmo, é mais interessante selecionar obras que contenham atividades eficazes para que o aluno possa pensar por si mesmo, desenvolvendo maior autonomia e buscando soluções aos problemas apresentados.

Essa estratégia vem sendo priorizada, sobretudo devido à motivação que muitos educadores sentem ao explorar outros tipos de formatos de ensino. Inclusive, contando com materiais didáticos que possibilitem essa abordagem, é possível engajar os estudantes para que desenvolvam pensamento crítico desde cedo, compreendendo mais a fundo a importância de se respeitar as diferentes opiniões.

Estímulo à interação

Uma boa obra deve garantir o desenvolvimento das competências necessárias para o estabelecimento de uma atitude mais autônoma, ou seja, na forma como o aluno interage com o conhecimento. Para muito além de apenas trabalhar os conteúdos propostos, é fundamental que o material promova uma articulação com outros tipos de mídias, como vídeo, internet, infográficos etc.

Tudo isso contribui para uma melhor assimilação e compreensão dos assuntos em sala de aula, mas principalmente para complementar o trabalho do professores. O ideal é que o livro estimule o raciocínio indutivo e dedutivo, motivando a interconexão do recurso pedagógico com o aprendizado.

Caderno de atividades

Um bom material didático pode oferecer um caderno à parte para complementar o conteúdo transmitido. Nele, incluem-se atividades, jogos, exercícios, entre outros tipos de mecanismos de interação. Ele deve ser adequado, também, para a utilização em conjunto com o restante dos materiais pedagógicos.

O interessante desse modelo é a possibilidade de acompanhar de forma contínua o nível de compreensão da turma, entendendo o que deve ser melhorado e quais são as necessidades mais urgentes. Além disso, os cadernos trazem resumos dos temas, enriquecendo os conceitos e estimulando a melhora da aprendizagem como um todo.

Organização sequencial

Por fim, o material didático pode ser interativo, sequencial e seletivo, ou seja, com conteúdos previamente selecionados que possam ser entendidos por uma sequência lógica. Por exemplo, ao se estudar um assunto, as etapas vão se apresentando aos poucos, à medida que o estudante avança no processo de aprendizagem.

Com isso, fica mais simples esclarecer possíveis dúvidas sobre determinadas partes de um texto ou conceito, antes de dar continuidade ao assunto. Isso é vantajoso pois impede que os alunos se sintam perdidos diante das informações e, com o suporte do educador, o material didático se torna ainda mais eficiente.

A educação tem se diversificado cada vez mais rápido, por isso, conhecer os diferentes modelos de material didático é de primordial importância para manter o engajamento em sala de aula. Com isso, a instituição escolar tem mais chances de atingir um diferencial, oferecendo o que há de mais moderno para os seus alunos.

Gostou do conteúdo? Para continuar por dentro do assunto, conheça também o nosso passo a passo para que você consiga criar um plano de aula eficiente!

POST ORIGINAL: ELEVA