Mercado Escasso

O gênero masculino predomina nos cursos de tecnologia. O machismo social nas universidades, denominado pela mídia, acarreta uma menor quantidade de mulheres no mercado correspondente. A consequência é uma carência de colaboradoras que são sinônimo de inovação e inteligência. No entanto, o mercado não assiste passivamente à crescente escassez de mão de obra qualificada. Ele desenha programas de incentivo à presença das mulheres no setor de tecnologia. No nosso país, existe o Anita, em Florianópolis, com cursos para capacitar meninas em tecnologia, com vistas a diminuir o gap desse gênero nas empresas; o Meninas na Ciência da Computação, na Paraíba, cujo objetivo é atrair mulheres para profissões em STEM*; no Women Techmakers, criado pelo Google, elas ganham bolsas de estudo, participam de encontros sobre tecnologia e ganham cursos para aprender sobre as ferramentas da empresa.

Segundo Adriana Carvalho – gerente dos Princípios de Empoderamento Econômico da ONU Mulheres Brasil – “74% das meninas expressam interesse no campo da ciência, tecnologia, matemática e engenharia. Mas o fato é que apenas 30% das pesquisadoras do mundo são mulheres.”

Poder Social

Estes programas colaboram para a igualdade de gênero, o terceiro dentre os oito objetivos das Nações Unidas para o milênio. Por força do argumento da economia e pelo talento inato das mulheres, elas crescerão na ciência e na tecnologia, porém, precisam de incentivo desde a Educação Básica ao Ensino Superior. Elas estão nas instituições de ensino tanto quanto os homens. São muitos anos de estudos para serem lançados ao acaso. Não só a OCDE, a UNESCO, as empresas, mas o Sistema Educacional e as Políticas Públicas devem se voltar para as meninas e mulheres. O empoderamento tecnológico delas promoverá mudanças indubitáveis na sociedade do futuro. Para cada aumento percentual da participação delas no mercado tecnocêntrico teremos menos pobreza e mais consciência econômica e ambiental no processo.

Crescimento Feminino

“Historicamente, mulheres como Ada Lovelace, Mary Kenneth Keller ou Kathleen Antonelli (uma das programadoras originais do Eniac, primeiro computador digital eletrônico), são desconhecidas. Já Steve Jobs, Bill Gates, Jack Dorsey e Mark Zuckerberg são nomes famosos”, avalia Carmen Chaves, diretora da TechSoup Brasil.

Ser reconhecida por seu trabalho é um dos pilares para promoção do bem-estar delas nas empresas, motivando-as a buscarem cargos de gerência e impulsionando-as a criarem uma trajetória de sucesso na área de tecnologia.

Futuro 

Quando olhamos para o futuro, por meio dos oráculos dos buscadores, visualizamos profissões nas áreas de Ciência de Dados e automação, ou seja, mais oportunidades de trabalho dentro das profissões inovadoras que surgirão. Na expectativa deste novo cenário, devemos, na realidade atual, bradar, univocamente, nas margens dos Projetos Políticos Pedagógicos, nos Planejamentos das Aulas, nas Salas Presenciais ou Virtuais: queremos mais mulheres na tecnologia.

*STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics)